Afinal, os jogos do Brasil na Copa derrubam o movimento da sua concessionária?
A Copa do Mundo paralisa o Brasil. Ruas ficam vazias, o movimento no comércio cai, e boa parte das concessionárias fecha as portas nos dias de jogo achando que não vale a pena manter a operação aberta.
Essa lógica faz sentido quando o assunto é o showroom físico. Mas quando o assunto é o digital, os dados contam uma história diferente.
Neste artigo:
- Por que tanta concessionária fecha no dia do jogo
- O que os dados reais mostram sobre o tráfego digital
- A lógica da segunda tela e o comportamento do consumidor
- O que sua concessionária deve fazer no dia do jogo

Por que tanta concessionária fecha no dia do jogo
A crença de que "no dia do jogo ninguém compra carro" está enraizada no setor. E ela tem uma base real: o fluxo presencial de clientes em concessionárias (e no varejo em geral) cai de forma visível nos dias de jogo do Brasil, chega a quase zero, especialmente quando a partida acontece em horário comercial.
Ninguém discute isso. Claro que a equipe também faz parte da torcida, mas não esqueça que o futebol não é religião pra todo mundo e sempre tem alguém que segue com sua vida normal.
O problema é quando essa lógica se estende para o digital. Fechar o showroom é uma decisão operacional razoável, mas aqui na Motorleads nós fomos atrás de dados nos dias de jogo do Brasil e o que descobrimos vai te surpreender.
O que os dados reais mostram sobre o tráfego digital
Para entender o que realmente acontece, analisamos o Google Analytics de 7 grandes concessionárias clientes da Motorleads, que juntas representam 22 pontos de venda em 6 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Criciúma, Tubarão, Porto Alegre, Joinville e Florianópolis), durante os quatro dias em que o Brasil jogou na Copa do Mundo 2026: 13, 19, 24 e 29 de junho.
O resultado desmonta o mito do "showroom fechado, site parado". Na maioria dos casos analisados, o tráfego digital se manteve estável ou cresceu nos dias de jogo, na comparação com a média dos mesmos dias da semana ao longo do mês. Em São Paulo, por exemplo, o dia 24 de junho, quarta-feira de Brasil x Escócia, registrou o maior volume de acessos do mês inteiro no site da concessionária. Já na sexta-feira 19 de junho, dia de Brasil x Haiti, cinco das seis cidades analisadas tiveram tráfego acima da média das sextas-feiras de junho, em alguns casos com alta de dois dígitos.
Só uma cidade da amostra, Florianópolis, registrou queda de tráfego nos quatro dias de jogo. Mesmo nesse caso, e nos recuos pontuais registrados em outras cidades em um ou dois dias específicos, a queda foi moderada, muito distante do esvaziamento quase total que o comércio físico enfrenta durante a partida. Comparado ao movimento físico, o digital dá de goleada: quando não aumenta, no mínimo segura a posição, algo que nenhuma loja física consegue fazer com as portas fechadas.
Há também uma lição sobre o papel da ação comercial nesse cenário. Uma das concessionárias da amostra, em Itajaí, apresentou o maior salto de tráfego do estudo justamente na semana dos jogos, resultado de uma ação especial de vendas estruturada pela própria Motorleads no período. O aprendizado aqui é direto: concessionária que investe em marketing na semana da Copa não precisa torcer para o tráfego se sustentar sozinho, ela pode multiplicá-lo, e ter um parceiro que executa essa ação faz diferença real no resultado.
Vale um ponto de honestidade: os números acima vêm de uma amostra real, mas ainda limitada, vinte e duas concessionárias em um único mês de um único evento esportivo. Não são uma garantia matemática para todo o mercado automotivo brasileiro, mas são um indício forte, baseado em dado real e não em suposição, de que fechar o showroom não significa apagar o funil digital.
A lógica da segunda tela e o comportamento do consumidor
Existe uma razão comportamental por trás desses números. O consumidor brasileiro moderno não assiste futebol com atenção exclusiva na televisão. Ele assiste com o celular na mão, alternando entre o jogo, as redes sociais, conversas no WhatsApp e pesquisas no Google.
Esse comportamento tem nome no marketing digital: segunda tela. E ele explica por que o interesse por produtos e serviços não desaparece no horário do jogo. O consumidor que está pensando em trocar de carro pode estar, exatamente naquele momento, pesquisando modelos, comparando ofertas e clicando em anúncios, enquanto acompanha o Brasil em campo.
O marketing digital não tem apito de árbitro. Enquanto sua equipe descansa e assiste ao jogo, suas campanhas continuam rodando, seu site continua recebendo visitas e seus leads continuam chegando.
O que sua concessionária deve fazer no dia do jogo
Numa primeira análise visual, a loja fica vazia, as ruas também. Porém, analisando os números online, vemos que o fluxo segue forte nesses dias. Portanto, sugerimos manter a atenção para os canais digitais. Não que um lead vai ficar chateado por não ter sido respondido na hora do jogo, mas certamente será surpreendido se for respondido minutos após ter pedido uma cotação.
Na prática, isso significa manter as campanhas ativas, garantir que os leads gerados durante o jogo sejam atendidos logo depois, e entender que o intervalo e o pós-jogo são momentos de alto engajamento digital, quando o consumidor está relaxado e mais receptivo. E, como mostrou o caso de Itajaí, uma ação comercial bem planejada na semana da Copa, executada por um parceiro que entende o momento, pode ampliar ainda mais esse efeito, em vez de só esperar que o tráfego se sustente sozinho.
A Motorleads trabalha para que as concessionárias parceiras não percam nenhuma janela de oportunidade, seja num dia comum de semana ou no dia em que o Brasil entra em campo.
FAQ
O tráfego do site de concessionárias cai no dia do jogo do Brasil?
Não necessariamente. Numa análise da Motorleads com 7 concessionárias clientes, que juntas somam 22 pontos de venda em 6 cidades, a maioria registrou tráfego estável ou em alta nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026, na comparação com a média dos mesmos dias da semana no mês. Em um dos casos analisados, o maior pico de tráfego do mês aconteceu justamente num dia de partida. Apenas uma das cidades analisadas teve queda nos quatro dias de jogo, e mesmo nesse caso o recuo foi bem menor do que a queda registrada no movimento físico das lojas.
Vale a pena manter as campanhas de Google Ads e Meta Ads ativas durante os jogos?
Sim. O comportamento de segunda tela, em que o consumidor usa o celular enquanto assiste ao jogo, mantém o fluxo de pesquisas e cliques ativo mesmo durante as partidas.
O que é o comportamento de segunda tela?
É o hábito de usar o celular simultaneamente à televisão. Durante jogos de futebol, grande parte do público navega em redes sociais, faz pesquisas e interage com conteúdos digitais ao mesmo tempo em que acompanha a partida.
Concessionárias devem abrir no dia do jogo do Brasil?
Essa é uma decisão operacional de cada negócio. O que os dados mostram é que, independentemente de abrir ou fechar o showroom físico, a operação digital deve permanecer ativa para não perder leads gerados durante e após o jogo.
Como a Motorleads ajuda concessionárias durante períodos como a Copa do Mundo?
A Motorleads garante que as campanhas de mídia paga e a estrutura de geração de leads permaneçam ativas e otimizadas durante todo o período, incluindo os dias de jogo.







